quinta-feira, 28 de maio de 2009

"Desventuras em Série 2" pode estar a caminho

O diretor Brad Silberling ("Gasparzinho") revelou durante a premiére de "O Elo Perdido" que uma sequência do filme "Desventuras em Série" ainda pode acontecer.

"O filme era uma co-produção entre a Paramount e a Dreamworks e tinha muita burocracia dos estúdios. Eu realmente acho que agora ele vai ver a luz do dia", disse Silberling. "[Nome não divulgado] e eu, ele é o escritor de... não posso dizer, mas ele é muito amigo do Sr. Snicket (Lemony Snicket, o autor dos livros) e eu devo dizer que nós temos tido bastante contato com o material, porque nada me agradaria mais do que fazer o filme e nós estamos esperançosos. Então eu acho que vai ter uma chance de ser feito, mesmo que de uma forma diferente. Eu acho que provavelmente vai acontecer", completou o diretor.

"Desventuras em Série" estreou nos cinemas americanos em 2004 e chegou ao Brasil em 2005. Estrelado por Jim Carrey ("O Grinch"), o filme conta a história dos irmãos Baudelaire, que passam por uma série de eventos para escapar do Conde Olaf, seu parente mais próximo, que quer colocar a mão na fortuna dos garotos, após os pais destes morrerem em um acidente.

Baseado na série de livros do escritor Daniel Handler (sob o pseudônimo Lemony Snicket), uma sequência era esperada já que a história terminou com um final aberto e o primeiro filme era um resumo dos três primeiros livros da série, que são onze ao todo.


Adaptação do game "Castlevania" vai para as trevas

Má notícia para os fãs do aclamado game “Castlevania”. Segundo informações divulgadas pelo Bloody-disgusting, a adaptação do jogo de vídeo game acaba de ser cancelada. Fontes próximas ao portal apontam a saída do diretor e a falta de substitutos como principal causa.

Desde 2005 notícias da produção do longa surgem na internet. No entanto, nenhuma novidade sustentava com força o andamento do filme. A atualização mais recente indicava a contratação do diretor Sylvain White (“Stomp the Yard”). Em sua última declaração, o roteirista e entusiasta do projeto, Paul W.S. Anderson (da trilogia “Resident Evil”), planejava o início da pré-produção para janeiro do próximo ano, mas sem garantia alguma.

O enredo do filme iria seguir a linha do game e contar a eterna guerra entre a família de caçadores de vampiros, chamada Belmont, e o famoso Conde Drácula. Quase todo século Drácula ressurge das cinzas, e é a missão dos membros do clã Belmont derrotá-lo, antes que sua crueldade tome conta da humanidade.

Lançada em 1986, no Japão, a série “Castlevania” já conta com mais de 20 sequências para quase todas as plataformas de vídeo game. O orçamento do projeto estava estimado em US$ 40 milhões.



segunda-feira, 25 de maio de 2009

Adaptação do livro de Chico Buarque, 'Budapeste' chega aos cinemas

Misturando idiomas, filme estreia nesta sexta-feira (22).
No elenco, Leonardo Medeiros e a atriz húngara Gabriella Hámori.

Livro de Chico Buarque, “Budapeste” ganhou das mãos do cineasta Walter Carvalho e da roteirista Rita Buzzar adaptação para os cinemas, que entra em cartaz nesta sexta-feira (22). Para levar às telas a história de um ‘ghost writer’ que cai de amores por uma húngara, o diretor carregou parte da equipe para Budapeste e montou um grupo com profissionais de várias nacionalidades e, o mais difícil –idiomas.

Foto: Divulgação

O primeiro encontro entre Kriska (Gabrielle Hámori) e Costa (Leonardo Medeiros) na livraria húngara: improviso e ''frescor'' (Foto: Divulgação)

“As filmagens na Hungria foram uma epifania. Eles só falam húngaro, que é uma língua muito difícil. A grande maioria falava inglês também, mas no set tinha de tudo: espanhol, francês, alemão. Era como uma Torre de Babel”, contou Carvalho. E apesar da aparente barreira inicial, a iniciativa de tentar repetir palavras em húngaro do diretor-assistente Rafael Salgado abriu as portas para a comunicação. “Rafa se arriscou, e eles começaram a perguntar também sobre as palavras em português. Sem falar nos palavrões”, brincou o cineasta. “Isso nos uniu.”

Teve até choradeira na despedida da equipe brasileira da Hungria. “Eles nos disseram que mudamos a forma de eles fazerem cinema, porque eram acostumados a trabalhar com os americanos que, dizem, são antipáticos. A gente não se entendia, é verdade, mas havia uma comunicação. Passamos momentos de grande emoção”, contou Carvalho.

Quem mais sofreu com a língua foi o ator Leonardo Medeiros, que tinha muitas falas em húngaro e teve que estudar o idioma e a pronúncia. Aos olhos –e ouvidos– do público brasileiro, parece tudo perfeito e admirável. Mas ele diz que não chegou nem perto de dominar o húngaro. “Quando comecei a estudar, três meses antes das filmagens, percebi que jamais dominaria a língua. Aí me dispus a fazer um mergulho nas falas do personagem e, quando filmamos, me dediquei a aprendê-las. O húngaro é meio lírico, parece que você está dizendo poesia.”

Primeiro encontro

Carvalho afirmou que queria muito improviso no filme, pois acredita que as cenas, feitas espontaneamente, dão um frescor ao filme que, de outra forma, não pode ser conquistado. “O primeiro encontro dos personagens do Léo (Leonardo Medeiros) e da Gabriella (Hámori, atriz húngara que participa do longa), em cena, foi também o primeiro encontro dos dois atores.”

Na história, o “ghost writer” Costa (Medeiros), passeando por Budapeste, conhece Kriska (Gabrielle) ao cogitar comprar um livro para aprender húngaro. Ela diz: “Húngaro não se aprende nos livros”. E se dispõe a colocar o idioma –“o único que o Diabo respeita”– “na cabeça” do protagonista. Os dois vivem uma história de amor, interrompida quando Costa tem que voltar ao Rio de Janeiro, para sua mulher (Giovanna Antonelli) e seu trabalho.

Ao lançar um livro que vira best-seller, e cujo autor parece seduzir sua esposa, Costa se sente traído e ressentido. Decide abandonar tudo e retorna para Budapeste, onde, apesar de não entender perfeitamente o idioma, se sente em casa. Ele retoma sua ligação com o idioma, estudando, se aprofundando e escrevendo muito, ao mesmo tempo em que, pouco a pouco, consegue reconstruir também seus laços com Kriska.


Chico Buarque faz participação em ''Budapeste'', contracenando com Leonardo Medeiros (Foto: Divulgação)

Clichês húngaros

Atriz húngara de teatro e cinema, Gabriella Hámori foi escolhida por Walter Carvalho para “Budapeste” depois de alguns testes. “Meu personagem serve para ajudar Costa a ver ele mesmo, a se encontrar. Kriska também parece ter saído de um sonho. Às vezes, eu sinto como se ela não precisasse fazer nada além de existir”, conta a atriz.

No Brasil para a divulgação do filme, ela se disse orgulhosa de ser húngara, e definiu seu povo como “incrível”. “Eles são mais cautelosos, dificilmente aceitam algo de primeira. “ Talvez por isso a atriz tenha afirmado que, apesar de gostar dos improvisos pedidos pelo diretor, prefere saber exatamente o que tem de dizer e fazer com antecedência.

“Mas procurei atender tudo o que o Walter pediu. Quando ele disse que não queria que eu e o Leonardo nos encontrássemos antes da primeira cena, respeitei e nem busquei a foto dele na internet. Queria que fosse tudo muito real e totalmente livre.”

Gabriella afirmou que o livro de Chico Buarque não foi muito bem recebido pelos húngaros. "As pessoas que leram o livro gostaram, mas não penetrou fundo. Há muitos clichês sobre a Hungria, e talvez isso tenha influenciado", analisa.

O autor -que fez uma participação especial no filme- já afirmou que escreveu "Budapeste" antes de conhecer a cidade. "Tinha uma ideia onírica dela. Quando a conheci, fiquei com medo de encontrar na realidade uma coisa que imaginei tanto, e foi engraçado porque muita coisa que eu tinha sonhado realmente correspondia à realidade -embora o livro nunca tenha tido essa intenção porque não é realista."

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Mais candidatos no páreo da refilmagem de "Conan"




Após a saída de Brett Ratner (“A Hora do Rush”) e a possibilidade de James McTeigue (“V de Vingança”) dirigir a refilmagem de “Conan”, outros nomes aparecem na novela. Segundo o Latino Review, Neil Marshall (“Abismo do Medo”), Christophe Gans (“O Pacto dos Lobos”), Marcus Nispel (“Sexta-Feira 13") e Phil Joanou (“A Gangue Está em Campo”) também são candidatos.

A produtora Lionsgate não bateu o martelo para nenhum deles, mas segundo a fonte, Joanou é uma forte opção, já que originalmente era a escolha antes de Ratner. O roteiro está sendo escrito por Dirk Blackman e Howard McCain (ambos roteiristas de “Anjos da Noite: A Rebelião”), que substituíram Thomas Dean Donnelly (“Sahara”) e Joshua Oppenheimer (“O Som do Trovão”). A produção é da Nu Image/Millennium e Lionsgate. A trama irá abordar o surgimento de Conan e o caminho até se tornar o bárbaro que todos conhecem.

Conhecido nas telas por revelar o astro Arnold Schwarzenegger (“Predador”), “Conan, O Bárbaro” (1982) e “Conan, O Destruidor” (1983) são inspirados no personagem da literatura e histórias em quadrinhos criado por Robert E. Howard, em 1932. Datas de estreia e elenco ainda não foram divulgadas.

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