segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Confira diversas imagens de "X-Men Origins - Wolverine"

Com o lançamento do trailer de "X-Men Origins - Wolverine" se aproximando, novas imagens do filme acabaram por cair na rede. Novamente interpretado por Hugh Jackman ("Fonte da Vida"), o herói mutante Wolverine - ou, para os íntimos, Logan - já começa essa galeria de fotos com as garras de fora e cara de poucos amigos.

Na segunda imagem, temos Logan e Victor "Dentes de Sabre" Creed (Liev Schreiber, de "A Soma de Todos os Medos") se estranhando. Logo em seguida, Remy "Gambit" LeBeau (Taylor Kitsch, da série de TV "Friday Night Lights") mostra as suas cartas. Depois, na quarta foto, temos uma das máquinas do programa Arma X em ação. Finalizando, Logan e Creed aparecem em dois momentos complicados, prestes a serem fuzilados e no desembarque de tropas em meio a uma batalha.

Em notícia relacionada, Hugh Jackman declarou, em entrevista ao blog de cinema da MTV, que está mais do que interessado em reprisar o papel de Wolverine em uma futura seqüência e que já tem um cenário em mente para este provável novo filme: Japão. O ator diz que adora as histórias de Wolverine que usam a terra do sol nascente como pano-de-fundo e já imagina Logan por lá enfrentando a máfia e samurais.

"X-Men Origins - Wolverine" conta a história do passado epicamente violento e romântico de Logan, seu complexo relacionamento com Victor Creed e o sinistro programa Arma X. Em seu caminho, Wolverine encontra muitos mutantes, tanto conhecido como novos, incluindo aparições surpresa de várias lendas do universo X-Men.

O elenco da produção ainda conta com Dominic Monaghan ("O Senhor dos Anéis"), Ryan Reynolds ("Apenas Amigos"), Lynn Collins ("Possuídos"), Danny Huston ("30 Dias de Noite"), Will.I.am (do grupo musical Black Eyed Peas) e Daniel Henney. Com roteiro de David Benioff ("A Última Noite") e direção de Gavin Hood ("O Suspeito"), a fita chegará aos cinemas norte-americanos em 1º de maio de 2009.













domingo, 30 de novembro de 2008

Crítica: ‘Terra vermelha’ expõe conflitos de valores indígenas

Filme coloca tribo guarani-kaiowá como protagonista do próprio drama.
Direção é de Marcos Bechis; longa entrou em cartaz nesta sexta (28).

Filme de abertura da Mostra Internacional de Cinema deste ano, “Terra vermelha” estreou nesta sexta-feira (28) em circuito comercial, sob a direção do chileno Marcos Bechis e com índios guarani-kaiowá no elenco.

Foto: Divulgação

Cena do filme ''Terra vermelha'', que estreou nesta sexta-feira nos cinemas (Foto: Divulgação)

Ficção, mas que bem poderia ser documentário, o longa começa escancarando uma das grandes tragédias que fez com que o Brasil conhecesse melhor os kaiowás na última década: os suicídios em série. Logo no início da história, dois jovens são enterrados por integrantes da tribo no Mato Grosso do Sul, diante da indignação dos pais e dos olhares chocados dos amigos da mesma idade.

Os questionamentos da mãe de um dos adolescentes e um celular lançado sobre o corpo já dão mostras dos conflitos de identidade e valores que dominarão o filme. O chefe da tribo decide que todos abandonarão a terra em que vivem atualmente para retornar àquela em que estão enterrados seus antepassados e, conseqüentemente, seus ideais de origem.

O problema é que esse pedaço de terra pertence a um latifundiário (Leonardo Medeiros), que fará de tudo para evitar que sua propriedade seja ocupada. Os índios montam acampamento na beira da estrada e lá aguardam, vivendo apenas com o mínimo: a água do rio que passa dentro da fazenda, a carne de alguns poucos animais que podem ser caçados nas redondezas e alguns restos de comida do capataz que é posto na cerca para vigiá-los 24 horas por dia.

O momento é de resgate, e o xamã da tribo decide espiritualizar um dos jovens índios. Enquanto tenta meditar e entrar em contato com os espíritos, o adolescente tem sua paz perturbada pela filha do fazendeiro, que o seduz não apenas com sua beleza, mas também com a moto que os dois passam a dirigir mata adentro.

Enquanto isso, vários trabalhadores sem-terra se unem ao acampamento indígena, e os problemas de fato se agravam quando um comerciante da região (Matheus Nachtergaele), sabendo da situação precária enfrentada por todos na beira da estrada, passa oferecendo trabalhos temporários em fazendas da região. O chefe da tribo –aliás, alcoólatra, outro dos graves e freqüentes problemas enfrentados pelas comunidades indígenas– é contra, e não deixa ninguém partir. Mas quando a fome aperta, a situação se torna insustentável.

Com jeito de menina, atriz estreante encara prostituta em 'Deserto feliz'

Aos 21 anos, Nash Laila estrela seu primeiro longa-metragem.
'Fazer cinema é uma responsabilidade muito grande', diz.


Nash Laila em ''Deserto feliz'': jeito de menina mais nova (Foto: Divulgação)

Com nome diferente (que ela faz questão de esclarecer, não é artístico) e rosto de menina, aos 21 anos a atriz Nash Laila faz sua estréia no cinema com o filme “Deserto feliz”, que entrou em cartaz nesta sexta-feira (28) nos cinemas.

Dirigido por Paulo Caldas, o longa conta a história de Jéssica, uma menina que após ser violentada pelo padrasto, troca o sertão pela cidade grande e passa a viver da prostituição.

Rodeada por um elenco experiente, como João Miguel (de “Estômago”), Hermila Guedes (“O céu de Suely”) e Zezé Motta, Nash Laila encarou a complexa personagem e a responsabilidade de ser o centro de todo o filme, que reveza momentos de energia com longos silêncios. “Fazer cinema é uma responsabilidade muito grande, ainda mais um filme desses, com uma temática tão difícil”, afirma a atriz.

Leia, abaixo, trechos da entrevista que ela deu ao G1.

G1 – “Deserto feliz” é seu primeiro filme. Você se sentiu insegura?

Nash Laila –
Não sentia insegurança na minha interpretação, pois já trabalho há muitos anos e tenho uma linguagem bem naturalista. Mas sentia insegurança em fazer cinema pela primeira vez. É uma responsabilidade muito grande, ainda mais um filme com uma temática tão difícil. Mas isso foi embora no instante em que conversei com o Paulo e ele me explicou mais sobre o projeto.

G1 – O que você já tinha feito antes do longa?

Nash Laila –
Comecei a fazer teatro com 13 anos e participei de três peças em Recife. Fiquei sabendo que estavam fazendo testes para o “Deserto feliz” e que precisavam de uma atriz maior de 18 anos, mas que tivesse rosto de menina. Foi assim que entrei no filme, que agora está começando a abrir outras portas para mim.

G1 – Como você se preparou para fazer a Jéssica?

Nash Laila –
Fizemos muitas leituras do roteiro, o que foi muito importante. Discutimos com o diretor os personagens e fomos encontrando nosso caminho. O Paulo me deu livros e vimos mais ou menos 50 filmes em uma semana, todos sobre essa mesma temática da prostituição.

G1 – A Jéssica, apesar dos problemas que tem, nunca fica triste, chora. Por quê?


Nash Laila –
Ela não tem muita noção. Quando a situação fica ruim, ela parte para outra melhor. Ela não grita, não chora, não faz nada disso. Ela vai deixando a vida levá-la. Na verdade, ela está sempre procurando um caminho mais tranqüilo, mas ela não toma a frente da situação.

G1 – Como foi sua relação com o resto do elenco?

Nash Laila –
Foi lindo, especialmente com o João Miguel e com a Hermila. Ele me ajudou muito, fez alguns jogos para ajudar na minha interpretação, porque me sentia muito verde antes das filmagens.

sábado, 29 de novembro de 2008

Crítica: Em 'Rede de mentiras', Di Caprio encarna 'Bond globalizado'

Dirigido por Ridley Scott, filme estréia nesta sexta-feira (28).
Elenco do suspense também traz Russell Crowe.

O sucesso de "007 - Quantum of Solace" confirma: James Bond continua em alta. De olho no filão, o diretor Ridley Scott (de sucessos como "Blade Runner" e "Gladiador") transforma Leonardo DiCaprio em uma espécie de James Bond globalizado em seu novo filme, "Rede de mentiras", que chega aos cinemas brasileiros nesta sexta-feira (28).

Foto: Divulgação/Divulgação

Russell Crowe e Leonardo DiCaprio protagonizam o suspense de espionagem (Foto: Divulgação)

"Body of lies", no original, traz Di Caprio na pele de Roger Ferris, um agente secreto que cruza países como quem vai à esquina, fala árabe fluentemente e sabe tudo sobre política do Oriente Médio. Como se não bastasse, ele sobrevive a tiroteios, bombas, perseguições e tortura e ainda arranja tempo para se apaixonar. Bem ao estilo Bond de ser, só que nos dias de hoje, num mundo pós 11 de setembro.

O roteiro de William Monahan (que ganhou um Oscar pelo texto de "Os infiltrados"), baseado em romance de David Ignatius, leva "Rede de mentiras" para além das cenas de ação de prender a respiração, acrescentando cérebro e política internacional ao caldeirão de Ridley Scott.

Terrorista na mira

Na trama, Ferris tenta desmascarar o mentor de um grupo terrorista do Oriente Médio simulando a existência de uma organização terrorista rival. Para que seu plano funcione, ele tem que criar um líder fictício e plantar evidências convincentes por aí, o que lhe custa muitas situações de risco e alguns ferimentos.

Em sua aventura, o protagonista trabalha em contato constante com Ed Hoffman (interpretado por Russell Crowe, que engordou mais de 20 quilos para as filmagens), seu chefe na CIA, baseado em Washington. Hoffman, que acredita numa conspiração do Oriente contra o Ocidente, é o elemento da trama que liga os pontos entre o absurdo e o perfeitamente possível, tornando o longa ainda mais envolvente.

Mas, como em todo filme de espiões, o público deve deixar seu senso de realidade do lado de fora da sala de cinema e desligar seu detector de absurdos. Feito isso, "Rede de mentiras" é diversão garantida.

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