quarta-feira, 17 de setembro de 2008

'Mamma mia!' assume liderança nas bilheterias brasileiras

Musical com Meryl Streep atraiu cerca de 132 mil espectadores.
"Ensaio sobre a cegueira" ficou em segundo lugar, com 114 mil.

Em cartaz desde a última sexta-feira (12), o musical "Mamma mia!" liderou as bilheterias brasileiras no fim de semana. Estrelada por Meryl Streep, a produção atraiu cerca de 131 mil espectadores aos cinemas, de acordo com informações da empresa Nielsen Edi.

Outra estréia da última sexta, "Ensaio sobre a cegueira" ficou em segundo lugar no ranking. A adaptação da obra de José Saramado, dirigida por Fernando Meirelles, teve público de 114 mil.

Na terceira posição, mais um longa-metragem que entrou em cartaz na sexta, "Perigo em Bangcoc". O filme policial protagonizado por Nicolas Cage teve público de aproximadamente 92 mil.

"Hellboy II - O exército dourado", que liderava a lista na semana passada, caiu para a quarta posição. Em duas semanas nos cinemas, a aventura de Guillermo del Toro já atraiu mais de 316 mil espectadores.

A produção nacional "Bezerra de Menezes - O diário de um espírito" manteve-se entre os dez filmes mais vistos, garantindo o oitavo lugar. O filme já acumula público de cerca de 195 mil em três semanas em cartaz.

Confira o ranking completo.

1. "Mamma mia!"
2. "Ensaio sobre a cegueira"
3. "Perigo em Bangcoc"
4. "Hellboy II - O exército dourado"
5. "O procurado"
6. "Caçadores de dragões"
7. "Zohan - O agente bom de corte"
8. "Bezerra de Menezes - O diário de um espírito"
9. "A múmia - Tumba do imperador dragão"
10. "Linha de passe"

terça-feira, 16 de setembro de 2008

'Última parada - 174' vai concorrer a vaga no Oscar

Longa de Bruno Barreto faz releitura de documentário de José Padilha.
Filme foi escolhido entre 14 produções nacionais por comissão do MinC.

Foto: Paula Prandini/Divulgação
Cena de ''Última parada - 174'' (Foto: Paula Prandini/Divulgação)

O longa-metragem "Última parada - 174", do cineasta Bruno Barreto, foi escolhido para concorrer a uma indicação no Oscar 2009 na categoria filme de língua estrangeira.

O anúncio foi feito nesta terça-feira (16) na sede do ministério no Rio, após uma reunião de cerca de duas horas da comissão montada pelo Ministério da Cultura para escolher um entre os 14 filmes nacionais que haviam se candidatado.

"Não tentamos descobrir qual era o filme mais oscarizável. Esse ['Última parada -174'] foi o filme que mais nos emocionou", afirmou o secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura, Silvio Da-Rin, que preside a comissão. "Não foi uma decisão unânime, mas foi consensual", completou Da-Rin, sem revelar qual seria o segundo colocado.

Agora, o nome do escolhido será enviado aos organizadores do Oscar, que então selecionarão apenas cinco indicados dentre títulos vindos de mais de 90 países. A cerimônia de entrega do Oscar 2009 acontece no mês de fevereiro.

"Última parada - 174" é um filme de ficção baseado na história real de um sobrevivente de uma chacina no Rio de Janeiro que anos mais tarde sequestra um ônibus. A história foi contada no documentário "Ônibus 174", de José Padilha.

Exibido em agosto, no Festival de Cinema de Toronto, ''Última parada - 174'' será o filme de abertura do Festival do Rio 2008, com exibição no dia 25 de setembro.

Após morte de Heath Ledger, Michelle Williams quebra silêncio e volta às telas

Atriz faz 28 anos e lança 'Wendy and Lucy' e 'Synecdoche, New York'.
Ledger e Williams viveram juntos por três anos e tiveram uma filha.

Oito meses depois da morte de Heath Ledger, Michelle Williams parece estar pronta para começar uma nova fase de sua vida. A atriz e ex-mulher de Ledger, que completa 28 anos este mês, volta às telas de cinema em dois filmes nas próximas semanas e resolveu quebrar o silêncio.

Foto: Divulgação/Divulgação

Indicada ao Oscar em 2006, Michelle Williams está em duas estréias da temporada (Foto: Divulgação)

Em sua primeira entrevista desde o falecimento de Ledger – com quem viveu durante cerca de três anos e teve uma filha, Matilda – , Michelle confessa ao jornal “New York Times”: “Eu me sinto vigiada o tempo todo”.

Michelle Williams topou dar entrevista ao jornal americano com uma condição: falar apenas de seu trabalho, nada da vida pessoal. Mas na hora, a própria atriz sentiu dificuldade em evitar temas delicados como seu passado ao lado de Heath Ledger e a morte do ator, provocada por uma overdose acidental de medicamentos.

“É difícil falar sobre trabalho sem falar de coisas pessoais. Trabalho é pessoal. Não quero falar de minha vida pessoal, mas ela está na minha cabeça e no meu trabalho”, disse Williams, que começou a namorar Ledger durante as filmagens de "O segredo de Brokeback Mountain".

Williams e Philip Seymour Hoffman em "Synecdoche, New York" (Foto: Divulgação)

Novos trabalhos

Michelle é a protagonista de dois longas-metragens, “Synecdoche, New York” e “Wendy and Lucy”, que serão lançados nas próximas semanas nos Estados Unidos, sendo que o primeiro poderá ser conferido em breve pelo público brasileiro no Festival do Rio, a partir do dia 25 de setembro.

“Synecdoche, New York” marca a estréia do roteirista Charlie Kaufman (de “Eterno brilho de uma mente sem lembranças”, “Adaptação” e “Quero ser John Malkovich”) na direção. A produção, que disputou a Palma de Ouro no último Festival de Cannes, traz Michelle Williams no papel da jovem Claire Keen, casada com Caden, um diretor de teatro bem-sucedido, interpretado por Philip Seymour Hoffman.

Na trama de Kaufman, Caden (Hoffman) recebe um patrocínio milionário para montar seu novo trabalho, uma adaptação de “A morte do caixeiro viajante” para os palcos. Decidido a criar uma peça com alto grau de realismo, Caden acaba deixando que sua vida fora do teatro invada a ficção e vice-versa.

Seu casamento com Claire (Williams) entra em crise, sua relação com sua ex-mulher (Catherine Keener) chega a um ponto insuportável e sua terapeuta parece o levar ainda mais rápido a um colapso. Para piorar, Caden percebe que o ator principal de sua peça é perfeito demais e pode ofuscar seu talento.

Em "Wendy and Lucy", bem à vontade (Foto: Divulgação)

Sem maquiagem

Já na produção independente “Wendy and Lucy”, que será lançada no Festival de Nova York em 27 de setembro, Michelle Williams vive garota que abandona tudo para viver na estrada depois que seu carro quebra e seu cachorro desaparece. “É provavelmente o menor filme em que já trabalhei”, disse a atriz, que começou sua carreira na série adolescente de sucesso “Dawson’s Creek”.

O filme, dirigido por Kelly Reinchardt, é uma espécie de versão feminina de “Na natureza selvagem” e traz uma Michelle Williams sem maquiagem, mal-vestida, morena e descabelada.

Mas a atriz, que foi indicada ao Oscar por “O segredo de Brokeback Mountain”, não se importou e até curtiu o relaxamento de sua personagem. “A vida toda dela acontece internamente, porque não tem ninguém olhando para ela, o que é muito diferente da minha vida”, afirma a atriz ao “New York Times”.

Michelle Williams também marcará presença nos cinemas em 2009, quando serão lançados “Shutter island”, novo filme de Martin Scorsese, e “Mamooth”, em que contracena com Gael García Bernal.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Pitt e Jolie doam US$ 2 milhões para crianças na Etiópia

Doação servirá para construir centro para vítimas da Aids e tuberculose.
Instituição leva o nome da filha adotiva dos atores, a menina etíope Zahara.


Reuters

Brad Pitt e Angelina Jolie são pais adotivos de uma menina etíope, Zahara, de 3 anos (Foto: Reuters)

Angelina Jolie e Brad Pitt doaram US$ 2 milhões na criação de um centro para crianças etíopes com Aids e tuberculose. O centro levará o nome da filha adotiva do casal, Zahara. O Comitê Global de Saúde disse que a doação da fundação serviria para construir um centro na capital da Etiópia, Adis-Abeba, para tratar órfãos aidéticos e desenvolver um programa para tratar a tuberculose resistente a medicamentos.

Jolie, ganhadora do Oscar, adotou uma menina etíope chamada Zahara, agora com três anos de idade, em julho de 2005.

"É nossa esperança que, quando Zahara estiver mais velha, assuma a responsabilidade pela clínica e continue sua missão", disse Pitt em um comunicado.

Pitt e Jolie têm agora seis filhos. São eles os gêmeos Knox Leon e Vivienne Marcheline, nascidos em julho; Shiloh, 2; Zahara, o vietnamita Pax e o cambojano Maddox são adotados.

"Nosso objetivo é trazer o sucesso que tivemos no Camboja para a Etiópia, onde as pessoas estão morrendo de tuberculose, uma doença curável, e de Aids, uma doença tratável", disse Jolie.

A Etiópia tem a sétima maior taxa de tuberculose no mundo. Estima-se que 1,7 milhão de pessoas estejam infectadas com HIV no país, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. A Unicef estima que mais de 900 mil crianças tenham ficado órfãs devido à Aids na Etiópia.

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